Quais as tendências de mercado para 2021?

Em um ano que começa em meio a uma pandemia, 2021 tem algumas tendências bastante diferentes das observadas no começo do ano anterior. Confira algumas nesse artigo.

Renata Parma
Estratégia

Sempre que um novo ano se inicia, os mercados se preparam para colocar na balança aquilo que deu certo no ano passado, buscando fazer um levantamento do período anterior e traçando perspectivas para os próximos 12 meses.

Entretanto, o que ninguém esperava era que o ano de 2020 seria surpreendido por tantas mudanças e desafios, devido ao surgimento da pandemia do COVID-19. Sendo assim, é impossível não falar de um novo cenário sem nos remetermos à situação emergente causada pelo novo coronavírus.

Dessa maneira, como já era esperado, todos os setores da sociedade sofreram perdas em seu faturamento, uns mais, outros menos.

Assim, preparar-se para este novo ano que se inicia não é uma tarefa tão simples, mas é preciso “arregaçar as mangas” e encarar essa batalha.

No artigo de hoje, nosso foco é apontar aquilo que promete ser tendência no ano de 2021. Então, se o seu objetivo é tornar sua empresa ainda mais competitiva e atualizada, não deixe de ler o conteúdo de hoje!

 

1. Economia tem previsão de crescimento até o final de junho

Para alguns especialistas em negócios, o setor comercial só ganhará mais potência depois da implementação das campanhas de vacinação, onde uma maior parte da população estará imunizada e passará a ter mais segurança para frequentar mais lugares,como bares, restaurantes e agências de turismo, por exemplo.

A partir daí, a volta de alguns serviços poderá ser mais visível, com a mesclagem das duas modalidades, ou seja, aquela que era adotada antes e durante a pandemia. Por exemplo: um restaurante que oferecia apenas reservas, passou durante a pandemia a oferecer seus serviços com o drive-thru e fazendo entregas (delivery).

Nesse momento, haverá dois tipos de clientes: os que optarão por frequentar a mesa deste restaurante e os que continuarão preferindo receber a comida em casa.

Sendo assim, podemos refletir que as empresas precisarão mais do que nunca ter flexibilidade, sendo mais versáteis. Em outras palavras, será vital tirar proveito dos efeitos negativos da crise econômica, buscando inserir em seu pacote de ofertas aquilo que efetivamente deu certo no período de isolamento mais rígido.

 

2. É preciso continuar fortalecendo a presença digital

Se tem uma coisa que todos podemos afirmar com exatidão é que a tecnologia foi uma espécie de “salvação” para a continuidade de nossos hábitos cotidianos.

Foi graças a ela que continuamos a estudar, trabalhar (de forma totalmente remota ou de modo híbrido) e se divertir, na medida do possível, é claro.

Nas organizações, essa ferramenta se tornou ainda mais necessária, principalmente para que os estabelecimentos continuassem a vender.

E aqui entram desde a venda negociada por meio de um mensageiro, como o WhatsApp, onde o cliente retirava o pedido presencialmente, desde as compras nos próprios sites das organizações, seja em uma loja integrada ou em sites de Marketplace.

Só para se ter uma ideia, segundo dados colhidos em julho de 2020, pela Ebit/Nielsen, houve um aumento de 47% nas compras virtuais, somente entre os meses de janeiro a junho do ano passado, o que resulta em um total de 90,8 milhões de pedidos feitos via internet.

Portanto, quem não era adepto das lojas virtuais ou pelo menos dos mecanismos tecnológicos que intermediavam a negociação, precisou se render a esses recursos como única alternativa de não fechar as portas dos seus estabelecimentos.

Hoje há muitas soluções simples e baratas para as empresas se adaptarem a esse mercado virtual, seja com mídias sociais, sites próprios ou sistemas de Marketplace.

Muitas empresas que atuavam exclusivamente por meio do varejo físico passaram a oferecer soluções de e-commerce e aproveitar esse crescimento das compras virtuais. Ainda projeta-se que em 2021 as vendas do e-commerce no Brasil cresçam 26%, número muito elevado quando comparado aos 3% previstos para o crescimento do PIB brasileiro.

E isso ficou de lição para 2021: é essencial investir na divulgação da marca nas mídias sociais, através de ações de divulgação no site/blog da instituição (se sua empresa não tem um, é hora de criá-lo) e nas redes sociais.

 

3. É fundamental zelar pela experiência do cliente com sua marca

Procure também manter um relacionamento de confiança com os clientes, oferecendo uma experiência agradável (antes, durante e após a compra), pois é mais provável que aqueles consumidores que utilizarem seu produto/serviço durante essa crise sejam os mesmos que continuem com sua instituição após esse momento.

Afinal, senão forem os clientes, como uma instituição obtém lucro e se mantém de pé? Pois é, impossível.

A seguir, apontamos alguns pontos que são indispensáveis nessa relação, ainda mais agora:

  • Demonstre que o consumidor tem valor, oferecendo a eles novas alternativas de compra (por exemplo: retirar o produto num horário marcado);
  • Oferte todas as formas de pagamento possíveis (exemplo: QR-Codes, PIX e descontos em pagamentos à vista), de preferência, aqueles que utilizam os recursos digitais, pois além de evitar o contato físico, ainda ajudam os clientes a comprarem com mais segurança;
  • Valorize os clientes que atuam como divulgadores da sua marca (exemplo: o próprio Facebook dispõe de um selo chamado de super-fã), trocando essa propaganda gratuita por vantagens, como acúmulo de pontos e descontos especiais.

Portanto, investir na boa relação com seus clientes é um investimento certeiro, uma vez que não há melhor propaganda que aquele feedback positivo a respeito do atendimento e suporte da sua empresa, concorda? O boca a boca ainda é uma das mais eficientes e baratas formas de marketing que existem.

Sendo assim, se isso não está sendo uma prioridade na sua instituição, é momento de repensar suas iniciativas.

 

4. Empreender parece ser a saída para muita gente

Como o mercado de trabalho formal sofreu uma queda acentuada, muitas pessoas passaram a investir em algum serviço que poderia ser feito em suas próprias casas.

Foi o caso das pessoas que são do grupo de risco da COVID-19 ou que perderam seus trabalhos com carteira assinada.

Com isso, muitos desempregados viraram empreendedores, passando a gerir um pequeno negócio como fonte de renda. Tanto é que apenas no espaço de tempo compreendido entre março e julho de 2020, houve um aumento de 600 mil novos Micro Empreendedor Individual (MEIS). Os dados são do Sebrae e foram noticiados pelo Jornal Folha de São Paulo.

O movimento que ganhou força graças ao desemprego e a crise de saúde mundial, promete continuar em alta neste ano de 2021.

Assim, muitos estão buscando se reinventar em meio a tantas perdas econômicas.

Exemplo disso são os cultivadores de produtos naturais e itens de artesanato, que tiveram uma boa surpresa: os consumidores passaram a comprar nos comércios próximos de suas casas e assim obter um atendimento mais personalizado.

Deste modo, o mercado de produtos naturais e itens artesanais só tem a lucrar em 2021.

 

5. Trabalho híbrido veio para ficar

As instituições notaram que, em muitos aspectos, os custos com aluguel de escritórios físicos e pagamento de despesas com pessoal podem ser reduzidos quando os funcionários trabalham de casa, no modelo home office.

Outras organizações preferiram manter um percentual de trabalhadores no escritório, enquanto outra parte trabalha apenas remotamente.

Em outros casos, o empregado cumpre as duas rotinas, frequentando a empresa em dias alternados e, em outros, fazendo suas tarefas por meio de apps e ferramentas de gestão corporativa.

De fato, a utilização desses tipos de software ganhou muitos adeptos, principalmente quando o assunto é manter-se em dia com todas as obrigações e responsabilidades específicas de cada cargo.

As ferramentas de gestão e colaboração online se tornaram mais presentes e necessárias. Armazenamento e compartilhamento em nuvem, reuniões por meio de videoconferências, acesso remoto a dados da empresa; tudo isso se tornou rotina para muitos trabalhadores.

Um estudo realizado com empresas do Reino Unido mostrou que 60% das empresas entrevistadas adotaram novas tecnologias desde o início da pandemia.

Um sistema de gestão em nuvem pode ser fundamental para uma operação eficiente em um momento como esse, mesmo para pequenos e médios negócios. Nós escrevemos também um artigo com 5 benefícios de um ERP em nuvem para pequenas empresas.

Ter acesso aos seus dados de qualquer lugar não só te mais flexibilidade como também te empodera para focar na administração da empresa e no relacionamento com os clientes, sem precisar se preocupar com detalhes técnicos ou de localização.

Sendo assim, além de poder trabalhar em casa ou em um ambiente compartilhado (coworking), a rotina no modelo híbrido continuará sendo uma iniciativa de muitas empresas que desejam manter de forma simultânea, a lucratividade e a segurança de seus colaboradores.

 

Conclusão

Como vimos, fazer um balanço do ano anterior é algo completamente normal em qualquer empresa. Entretanto, devido ao ano 2020 ter sido um ano atípico, em razão da pandemia de COVID-19, o mercado teve que se adaptar às mudanças e lançar mão de novas formas de venda.

Agora que você já sabe o que promete ser tendência em 2021 e de que forma isso impacta no mercado, esperamos que você e sua empresa continuem firmes no propósito de oferecerem seus produtos e/ou serviços com qualidade.

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