Guia de custos de produção

O custo de produção é essencial para o sucesso de uma empresa. Saber a forma de calcular e como melhorar ele vai tornar sua empresa mais competitiva no mercado. E neste blog vamos te contar tudo sobre esse assunto.

Renata Parma
Produção

Saber calcular os custos de produção de um produto é essencial, uma vez que precisamos conhecer à risca tudo o que envolve a confecção e distribuição de um item no mercado.

Nesse sentido, muitos fatores são levados em consideração, como mão de obra, materiais usados e processo logístico, isso porque esses aspectos impactam no preço e no lucro do produto/serviço.

Pensando nisso, preparamos este artigo sobre custos de produção. Hoje, você vai aprender mais sobre esse termo, bem como calculá-lo e entendê-lo da melhor forma possível, podendo assim tomar ações estratégicas na sua empresa. Confira!


Enfim, o que são os custos de produção?

Os custos de produção são os valores gastos na produção de um determinado produto, ou seja, quanto foi gasto para dispô-lo ali, na prateleira para venda. 

Nesse cálculo, estão incluídos todos os custos de fabricação, desde a matéria-prima , passando por funcionários até a energia  elétrica.

Baseado nesses valores é que o empresário pode definir um preço do produto final de maneira justa, tanto para ele como para os clientes.

Custos, gastos e despesas: saiba as diferenças

Embora muitas pessoas ainda confundam ou algumas não saibam, os custos, gastos e despesas têm diferenças entre si. 

Mais que isso: apenas entendendo sobre cada um deles é que se pode partir para o cálculo dos custos de produção. Veja o que diferencia cada um deles:

Custos fixos

São aqueles valores que habitualmente são gastos pela empresa durante o mês, não sendo nenhuma surpresa para o orçamento mensal. 

O aluguel, conta de internet, e manutenção de máquinas se enquadram como custos fixos, uma vez que são custos esperados no decorrer do mês.

Custos variáveis

São valores vitais para a fabricação de um produto, entre eles a despesa com energia elétrica, insumos e contratação de mão de obra. 

Em geral, é um valor que oscila mês a mês e/ou dependendo do produto.

Gastos

Os gastos são aqueles valores que saem do seu orçamento mensal, mas que não estavam previstos no planejamento. 

Igualmente, são muito importantes para manter o negócio de pé, já que representam um problema a ser resolvido o quanto antes. 

Entre os exemplos de gastos, podemos citar uma reposição de estoque inesperada ou a necessidade de reparos.

Despesas

As despesas são aqueles valores primordiais para a manutenção do negócio, são um dinheiro necessário para que o estabelecimento funcione. Exemplos: tributos, salário e gastos com RH.

Sabendo agora da definição de cada um dos termos acima, fica mais simples distinguir os valores e saber o que considerar na hora de calcular os custos de produção dos produtos da sua empresa.

Leia também: O que é CMV e como calcular

Cálculo dos custos de produção

Você pode calcular os custos de produção total da empresa ou então somente de um determinado item, o que equivale ao custos de produção unitária. 

Preste atenção nos próximos tópicos e descubra como fazer esse cálculo tão relevante para o progresso do seu empreendimento.

Fórmula dos custos de produção total

Nessa fórmula é levado em conta tudo o que foi gasto para produzir os produtos estocados na empresa.  Por isso, é necessário reunir os custos (fixos e variáveis), os gastos e despesas.

Fora isso, é preciso também levantar o que foi gasto com mão de obra direta, a qual pode ser calculada tanto pelas horas trabalhadas por dia ou pela quantidade de horas.

Dito essas partes, escolha um determinado período para o cálculo, como o mês passado, por exemplo. Assim, temos a fórmula:

Custos de produção total= MP + MOD + CF+ CV +CE 

MP= matéria-prima

MOD= mão de obra direta

CF= custos fixos

CV= custos variáveis

CE= custos extras 

Agora, digamos que você tenha uma pequena doceria, e que seus gastos mensais com matéria-prima foram de R$250. Considere que você trabalhou 24 dias neste mês e a diária foi de R$70.

Anote os custos variáveis em R$170 mensais, como luz e água. E em relação aos custos fixos, como aluguel, tenha em mente um valor de R$800.

Por último, pense nos gastos, despesas e o que foi preciso comprar no último mês, como por exemplo, a aquisição de um novo liquidificador, no valor de R$130. Agora vamos aplicar a fórmula:

Custos de produção total= MP + MOD + CF+ CV +CE 

Matéria-prima = R$ 250

Mão de obra = R$ 70 x 24 dias = R$ 1680

Custos variáveis = R$ 170

Custos fixos = R$ 800

Extras = R$ 130

Custos de produção total=  250 + 1680 + 170 + 800 +130 = R$ 3030

Uma dica interessante para quem prefere esse formato de cálculo é anotar todos os gastos do mês ou período e identificar se eles são custos fixos ou variáveis. 

Assim, você pode ter como exemplo as embalagens, as quais podem ser enquadradas como custo variável, o que ajuda bastante no momento de calcular os custos de produção total.

Fórmula dos custos de produção unitária

Neste caso, você deve considerar os custos de produção total do seu negócio em um dado período, para em seguida, dividir esse número pelo quantitativo de itens fabricados.

Usando o mesmo exemplo da doceria, supomos que a produção mensal seja de 400 unidades. Veja como funciona na prática:

Custo de produção unitária = Custo de produção total / quantitativo de itens fabricados

Dessa forma, temos o custo de produção total de R$ 3030 e a quantidade de 400 doces fabricados, o que nos leva a seguinte conta:

Custo de produção unitária = 3030 / 400 = 7,57

Logo, você gastará o total de 7,57 para produzir cada doce.

Por que é importante realizar seu custo de produção

1. Área Financeira:

  • Separação do Custo Fixo e Variável;
  • Facilita o planejamento e controle do lucro;
  • Permite melhor previsão e acompanhamento do comportamento dos custos
  • Conhecimento das relações custo-volume-lucro através do ponto de equilíbrio, permitindo antecipar o nível de lucro a determinados níveis de produção e de vendas;
  • Avaliações dos montantes de dispêndios a volume diferentes e marginais;
  • Permite controle e avaliação dos desempenho dos departamentos ou unidades de negócios.

2. Área de Produção:

  • Tomada de decisões sobre comprar, fazer, alugar, etc.; equipamentos,
  • máquinas ou instalações;
  • Decisões como , até onde automatizar, planejamento e programação da
  • produção industrial e controle de execução;

3. Área de Vendas:

  • Conhecimento das margens de contribuição identificando produtos, linha
  • de produtos, clientes, mercados, etc.;
  • Margem Contribuição fornece informações relevantes para decisões em
  • vendas sazonais, seleção de clientes quando a venda é irregular;
  • Orientação para lançamento de produto, esforço de venda como promoção, incentivos a vendedores, propaganda, comissões, etc.Se as marcas de parágrafo estiverem visíveis, você verá uma marca de parágrafo anexada ao canto inferior direito da figura. Clique na figura e observe que o nome do estilo-como era de se esperar- é 'Figura'. As figuras "anexadas" aos estilos de parágrafo permitem que elas "procedam" como parágrafos.

Tipos e métodos de custo de produção

O Sistema de custeamento baseado em custos históricos ou atuais pode ser definido como um sistema no qual os custos são registrados e abreviados assim que ocorrem. Essa organização é a base de todo cálculo utilizado para definir o custo de produção de uma empresa

Vale ressaltar que nesse sistema os custos somente são determinados após o término das operações de manufatura ou da execução dos serviços prestados pela empresa. 

Sistema De Custo Predeterminado 

Como o próprio nome sugere, os custos predeterminados são os custos estabelecidos com antecedência sobre as operações de produção. 

Nesse tipo de sistema, o material, a mão de obra e os gastos gerais de fabricação são contabilizados nas bases de preço, uso e volume previstos. 

Além disso, são usados quando a gerência está interessada, primeiramente, em conhecer quais deveriam ser os custos, para depois compará-los com os custos reais. 

Sistema De Custos Por Ordem De Produção 

O sistema de custo por ordem de produção é o sistema de custeamento no qual cada elemento do custo é acumulado separadamente, segundo ordens específicas de produção, emitidas pela Seção de Fabricação. 

As ordens de produção são emitidas para início da execução do serviço e nenhum trabalho poderá ser iniciado sem que ele seja devidamente autorizado pela correspondente emissão de uma ordem de produção. 

Sistema De Custos Por Processo 

O sistema de custo por processo é usado na contabilidade dos custos de uma produção em massa. 

Geralmente, em tais operações, todos os produtos são fabricados para estoque; uma unidade de produção é idêntica à outra; os produtos são movimentados no processo de produção continuamente e todos os procedimentos da fábrica são padronizados. 

Nessas condições a identificação de qualquer custo específico não é relevante. O custo por processo é caracterizado pela acumulação dos custos de produção, em cada uma das etapas do processo contínuo de fabricação de produtos homogêneos. 

Os custos médios, acumulados durante uma etapa, são transferidos para as etapas seguintes. Como consequência, as alocações são necessárias somente quando um material ou produto é dividido em dois ou mais subprodutos. 

Sistema De Custo Híbrido 

O sistema de custo híbrido não representa um sistema separado, mas representa modificações ou extensões dos sistemas de custos descritos anteriormente. 

Sistema De Custo Padrão 

O termo custo-padrão são custos predeterminados que possuem diversos significados e implicações. 

Todavia nem todos os custos preparados antes das operações são incluídos na categoria de custo padrão. Nesse caso, são estabelecidos por um processo científico, utilizando-se a experiência passada e presente da empresa. São eles:

  • Uma seleção cuidadosa do material;
  • Estudos de tempo e motivação das operações; 
  • Um estudo de engenharia do equipamento e das operações de manufatura.

Sistema De Custo Direto 

O conceito de custeio direto envolve a classificação dos custos de manufatura em fixos e variáveis, com a subsequente apropriação dos custos variáveis aos custos do produto, sendo os custos fixos diretamente lançados a lucros e perdas no período em que ocorreram. 

Em suma, o conceito da contabilização dos custos de manufatura, segundo o qual somente os custos que foram consequência da produção devem ser computados nos custos unitários. 

Sistema De Custeio Por Absorção 

É a técnica que procura calcular o valor dos produtos vendidos (Contábil), de acordo com os custos:  Diretos e indiretos 

Os custos diretos são alocados diretamente aos produtos, com base em planilhas com registro do consumo. Nesse caso, estamos falando de um valor diretamente relacionado com a execução do serviço ou elaboração da produção. Os CIF ou custo indireto (fixo e variável) são apropriados aos produtos com base em critérios de rateio. 

Para alocar os custos indiretos inicia-se com a alocação dos custos variáveis e depois com os fixos. Vale ressaltar que no custeio por absorção as despesas administrativas e comerciais não são apropriadas aos produtos. 

Sistema De Custos UEP - Unidades De Esforços De Produção 

Técnica de custo que é semelhante ao custeio por absorção no que se refere aos elementos de custos considerados. 

  • É adequada à finalidade contábil de apuração de custos de estoque e vendas, pois mantém segregados do custo do produto as despesas de administração e vendas.
  • Assim como no custo por absorção, o UEP apropria nos produtos todos os custos: diretos e indiretos

Conceitos e terminologias utilizadas 

Além dos cálculos dos custos de produção, também é muito importante saber a definição das principais terminologias utilizadas dentro das metodologias. São elas:

Gastos:Compromisso assumido ou consumo de recursos que a empresa faz para

obtenção de um ativo, produto, ou qualquer serviço.

Ex: Gastos com aquisição de Imobilizado, aquisição de Matéria-Prima, com

Embalagens, com Mão-de-Obra, com Honorários, com Pesquisa e

Desenvolvimento, com Seguros, com Ações, etc.

Investimento: Representa a aplicação de recursos em todos os bens e direitos registrados

no "Ativo" da empresa, que serão baixados pela Venda, Consumo e

Amortização em futuro(s) período(s). A natureza de contas Circulante e de Permanente deve ser observada e identificada.

Ex.: Estoques em Geral, Direitos a Receber, Bens Imobilizado,

Investimentos, Gastos Pré-Operacionais, etc.

Receitas: Acréscimos Brutos de Ativos sem ampliação de Obrigações ou Capita

Social. Resulta da Venda de Mercadorias, Produtos, Bens e Serviços em Geral com

acréscimos em Disponibilidades ou Direitos a Receber.

Ex: Receita de Vendas de Mercadorias, Produtos e de Prestação de

Serviços.

Margem De Contribuição: É a contribuição dada a cada unidade vendida para a cobertura dos custos e despesas fixas da empresa, e após atingir o Ponto de Equilíbrio para a geração de lucros. 

Ponto De Equilíbrio: Refere-se ao nível de atividades de uma empresa no qual não existe lucro ou prejuízo, isto é, em que os custos e despesas são iguais às receitas. Obs: Embora os textos publicados sobre custos nem sempre fazem a distinção clara entre custos e despesas é recomendável é aconselhável a sua utilização para fins de controle e tomada de decisão gerencial. 

Como proceder no gerenciamento de custos de uma empresa

Após determinar qual é fixo ou variável, o plano de custos da empresa começa a tomar forma.

É importante ter uma tabela, como uma planilha básica do Excel, para poder determinar o percentual de gasto para cada custo. Dessa forma, fica mais fácil verificar quais são os mais bem pagos e investigar por que eles são altos.

Por meio de uma análise criteriosa dos custos, é possível identificar oportunidades de economia e otimizar o investimento na empresa. O controle dos custos do negócio pode garantir a saúde organizacional de qualquer negócio e, se executado de forma incorreta, pode impactar negativamente nos resultados, reduzindo a produtividade e, consequentemente, a receita.

A disciplina é o seu diferencial

O planejamento de custos de uma empresa tem tudo a ver com a disciplina da equipe ou do profissional responsável não só pelo levantamento das informações, como também pela realização das análises para identificar as melhores medidas financeiras de acordo com o diagnóstico do cenário empresarial.

Dicas para redução de custos

Após executar o plano de custos da sua empresa, algumas técnicas de redução de custos podem ser aplicadas, confira:

Invista na administração do estoque

A necessidade de compras constantes indica que há fluxo de material, o que pode indicar desperdício.

Comprar a granel pode economizar custos porque os preços no atacado geralmente são mais baixos do que quando vendidos individualmente.

No entanto, estar bem abastecido incentiva o desperdício, comprando a granel, mas sempre consumindo de forma consciente.

Esteja preparado para situações fora do comum

Por exemplo, a necessidade de contratar profissionais temporários ou terceirizados para cobrir as folgas dos funcionários sem impactar a produção é algo que muitas empresas fazem.

É preciso ter caixa para realizar tais ações quando necessário, e o planejamento de custos da empresa precisa levar em conta essas possibilidades.

Conclusão

Chegamos ao final de mais um conteúdo. Esperamos que este guia sobre custos de produção seja útil para seu negócio. 

Afinal, como vimos no texto, esse valor é super importante para qualquer empresa, além disso não é tão difícil calculá-lo.

Dessa maneira, tenha em mente que quanto menor os custos de produção maior será a margem de lucro do produto/serviço. Contudo, é preciso planejamento para alcançar o equilíbrio das contas. 

Nesse caso, conte com os recursos de Inteligência Artificial do Sensio ERP, um software de gestão integrado ideal para manter o controle de todos os setores do seu estabelecimento.

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