Os melhores indicadores financeiros para pequenas empresas

Para gerenciar bem uma pequena empresa é fundamental acompanhar indicadores de desempenho. Confira nesse artigo os melhores indicadores financeiros para o seu negócio.

Luiz Pires
Finanças

Gerenciar uma pequena empresa não é uma tarefa simples.

Você precisa conseguir resultados com poucos recursos, driblar a burocracia e ainda competir de igual para igual com grandes empresas.

Nessa jornada, é preciso definir uma direção e segui-la. Mas como saber se você está indo na velocidade ideal, ou o quanto você ainda possui de fôlego?

Para isso, é necessário o uso de indicadores, ou seja, medir os resultados das ações tomadas.

É como dirigir um carro: você precisa estar atento à estrada para verificar a direção do veículo, mas também precisa conferir o painel para checar o quanto resta de combustível e sua velocidade.

Os indicadores de desempenho são itens essenciais que todo empreendedor precisa conhecer.

Isso porque, a partir deles, o empresário consegue visualizar como anda a sua empresa, bem como o que é necessário fazer para melhorar o desempenho de sua companhia.

Dentre os indicadores existentes, sem dúvida os indicadores financeiros são um dos mais relevantes para obter melhores resultados. Baseado neles, é possível gerar informações sobre as finanças do empreendimento e a saúde financeira como um todo.

Nesse sentido, as pequenas empresas deveriam ter mais facilidade para entender os indicadores financeiros. Todavia, apesar de ser mais simples, muitos empresários desconhecem o termo e/ou não o valorizam o suficiente, levando a instituição a ter perdas monetárias.

Então, para esclarecer esse assunto, no artigo de hoje vamos abordar alguns dos principais indicadores financeiros para pequenas empresas. Acompanhe!


Fluxo de caixa

O fluxo de caixa cuida do controle dos valores que entram e saem da empresa ao longo de um período determinado.

Esse indicador serve para identificar a capacidade do empreendimento de honrar seus compromissos financeiros.

É importante ressaltar que mesmo uma empresa lucrativa pode ter um fluxo de caixa negativo, isso se a janela de tempo entre os recebimentos dos clientes e os pagamentos aos fornecedores for muito grande.

Uma situação de fluxo de caixa negativo por um período grande de tempo pode levar uma empresa à insolvência, portanto, é fundamental um planejamento adequado e minucioso do seu fluxo de caixa.

Procure listar todos os compromissos com seus valores e datas, descontando as saídas das entradas dia a dia, semana a semana ou mês a mês, para identificar o fluxo do seu negócio.

Um bom sistema de gestão pode fazer isso automaticamente, poupando tempo e ainda evitando erros e auxiliando no planejamento da vida financeira da sua empresa.

Aumento das vendas

O crescimento das vendas, de fato, é um indicador primário, ainda mais para companhias que estão em fase de investimento ou que começaram as atividades há pouco tempo.

Em suma, o objetivo deste indicador é mostrar se de maneira direta ou indiretamente, a maior parte dos seus investimentos têm trazido retornos positivos ao negócio. 

Em outras palavras, esse indicador é importante para avaliar até que ponto os investimentos foram úteis ao crescimento das vendas.

Retorno sobre o Investimento (ROI)

O ROI, return on investment ou simplesmente, retorno sobre o investimento é — como o nome sugere — um indicador financeiro especializado em retratar o quanto de retorno financeiro foi obtido em relação ao investimento inicial.

Apesar de ter uma proposta bastante evidente, ainda assim pequenos empreendedores confundem o intuito do ROI, o vinculado apenas ao departamento de vendas. 

Assim, o Retorno sobre o Investimento não calcula somente o lucro sobre as vendas, mas sim de todas as operações, incluindo até mesmo o desempenho de campanhas de marketing.

Giro de caixa

Quando se fala em um contexto amplo, existe uma regra comum a todos os empreendimentos: a de que dinheiro parado é problema na produção. Mas você sabe por que isso é defendido?

Basicamente, porque a rotação dos investimentos, do capital e dos produtos possui uma frequência e grau de intensidade que revelam muito sobre a saúde financeira da empresa.

Desse jeito, quando o giro de caixa está baixo isso significa que os recursos não estão obtendo lucros de forma regular. E a causa para essa baixa rotatividade tem razões diferentes.

Uma possibilidade é que haja algum problema na cadeia produtiva ou no setor de vendas, o qual precisa ser solucionado. Também pode ser que o produto e/ou serviço prestado seja muito sazonal, próprio para comercialização em épocas específicas do ano.

Market Share

O market share ou, traduzido, a ‘fatia de mercado' também é um indicadores financeiros mais vitais para pequenas empresas, principalmente para medir a performance da instituição.

Geralmente, o limite que uma pequena empresa pode atingir é medida pelo seu mercado de atuação e pelo tamanho da demanda. 

Assim, o market share informa o quanto seu empreendimento está conseguindo dar conta em termos de produtos e/ou serviços. Igualmente, determina quanto você ainda pode abarcar, ou seja, qual a fatia de mercado está à disposição para crescimento.

Com isso, cada concorrente tem um percentual de market share aberto para investimentos. A peça-chave aqui é descobrir o que as outras marcas não oferecem (e que os consumidores precisam) e sua companhia pode ofertar.

Liquidez

Diferente da maioria dos indicadores financeiros, que voltam sua atenção para o desempenho a médio e longo prazo, é fundamental contar com um indicador como a liquidez, que é focada no curto prazo.

A liquidez tem a ver com a capacidade que seu estabelecimento tem de, no momento presente, arcar com seus gastos financeiros imediatos, viabilizando a liquidação das despesas atuais.

Através da liquidez, o empresário consegue determinar metas de curto prazo para captar recursos imediatos, revelando qual o capital necessário para que a companhia precisa produzir para liquidar todos os custos.

Ela é um indicador parecido com o fluxo de caixa, estando relacionada também à capacidade de honrar os compromissos, mas não leva em conta horizontes de tempo.

Em geral, quanto maior a liquidez, melhor.

Há várias maneiras de se calcular, mas geralmente é uma variação de se dividir os ativos pelos passivos da empresa. Por exemplo:

Liquidez Corrente = (Caixa + Contas a Receber + Estoque)/(Contas a Pagar)

Liquidez Seca = (Caixa + Contas a Receber)/(Contas a Pagar)

Índice de satisfação

À primeira vista, o índice de satisfação não parece ser um indicador relativo às finanças. Contudo, depois de um tempo você vai entendendo porque a satisfação da sua clientela é um assunto primordial para a parte financeira.

Para ser mais claro, quanto maior for o índice de satisfação — mais clientes satisfeitos, maior a chance de esse cliente voltar a sua empresa e tornar fiel ao seus produtos/serviços. Além de que, índices de satisfação altos indicam que as mercadorias vendidas possuem ótima qualidade.

Um indicador muito utilizado para medir o índice de satisfação é o NPS - net promoter score - que é calculado a partir de uma simples pergunta aos seus clientes: em uma escala de 0 a 10, qual a probabilidade deles recomendarem seus produtos/serviços/empresa.

Depois de colher os dados, você pode calcular o NPS a partir da seguinte fórmula: NPS = (# de clientes que respondeu de 9 a 10 – # que respondeu de 0 a 6)/(# total de clientes que respondeu a pesquisa)

Dada a natureza da fórmula, o NPS pode variar de -100 a 100.

Conclusão

No conteúdo de hoje você conferiu diversos indicadores financeiros para pequenas empresas. Com eles, fica mais fácil tomar decisões visando o progresso do seu estabelecimento.

De fato, o empresário necessita contar com boas ferramentas diretivas para a tomada de decisões, como é o caso dos indicadores financeiros, um recurso que se bem estudado e entendido, fornece inúmeros insights para os donos de pequenas companhias.

Aliado a isso, outra ferramenta que auxilia bastante o empreendedor — principalmente para quem é dono de pequenos negócios — é um sistema de gestão empresarial.

Ao adotar um software de gestão integrada, é possível acompanhar a saúde financeira da entidade com mais clareza e exatidão. Essa tecnologia fornece relatórios gerenciais que ajudam o empresário a conhecer os pontos fortes de sua empresa, dando pistas sobre como a instituição pode se manter competitiva no mercado.

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